Diálogo sobre a inteligência colectiva: a sabedoria ameríndia
Em busca das práticas ancestrais dos círculos de diálogo
Publicado em 06 de novembro de 2024 Atualizado em 06 de novembro de 2024
É frequente associarmos a tomada de decisões à racionalidade. Decidir implica uma certa neutralidade na nossa mente para garantir que as nossas escolhas são corretas. Mas para alguns pensadores, como Emmanuel Petit, professor de economia na Universidade de Bordéus, não é assim que funciona. Pelo contrário, as emoções são uma força motriz muito mais importante quando se trata de fazer escolhas.
A raiz latina de emoção, "exmovere", implica movimento. Permite a espontaneidade prática em alturas em que temos de reagir rapidamente. Dá-nos uma saída para a indecisão, empurrando-nos para uma escolha. Pode mesmo ser utilizado como instrumento de troca, de negociação ou de ameaça, como quando Vladimir Putin utiliza o seu grande labrador junto da antiga chanceler alemã Angela Merkel, que ficou traumatizada por um incidente com um cão em criança.
Por último, também é importante quando se trata de questões éticas. Enquanto certos dilemas activam a parte utilitária do nosso cérebro, elementos mais emocionais podem levar a uma mudança decisiva na tomada de decisões. Assim, a emoção não é algo a temer, mas sim a compreender e a ter em conta em algumas das escolhas que fazemos.
Duração: 13min49
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