Publicado em 13 de novembro de 2024Atualizado em 14 de novembro de 2024
Qual é a distância terapêutica correta?
Entre a frieza e a simpatia total
A maior parte dos especialistas que trabalham na ajuda ou no tratamento de outros são convidados a adotar uma distância saudável em relação àqueles que tratam. A expressão "distância terapêutica" é frequentemente utilizada. Mas este conceito pode ser vago para algumas pessoas. Neste podcast, esta enfermeira e formadora explica o princípio.
A ideia, em poucas palavras, é ser capaz de ouvir as realidades da pessoa que está à sua frente, com uma atitude humana e um sentido de distância da situação. Existem dois perigos principais para o pessoal de cuidados ou para aqueles que estão numa relação terapêutica.
O primeiro é experimentar uma ligação emocional demasiado grande com o doente e deixar-se dominar pelo que está a acontecer. O formador tem uma imagem interessante para explicar este facto: a ligação torna-se uma corda à volta da cintura do profissional, que corre o risco de ser arrastado se a pessoa que está a ser ajudada saltar da ponte metafórica em que se encontra.
Por outro lado, algumas pessoas blindam-se literalmente e tornam-se totalmente insensíveis perante pessoas em sofrimento. Esta atitude não é mais saudável, pois revela um fechamento desestabilizador para o doente, que passa a evitar revelar demasiado, sentindo-se muito pior do que já está.
Por isso, os profissionais são convidados a adotar uma atitude empática. Se se sentir comovido com a situação, pode parar alguns segundos para observar o que está a sentir. Depois, pode dar um passo atrás, sem ignorar o que está a sentir. Deve então contar a colegas de confiança ou a outras fontes de confiança o que sentiu. Se a situação for de tal ordem que sinta que está a perder o equilíbrio, é melhor pedir a outra pessoa para lidar com a situação.
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