As criptomoedas passaram de um fenómeno de nicho a algo importante. A administração Trump afirmou mesmo que pretende integrá-las na Reserva Federal dos EUA em 2025. A mais experimentada e testada, a Bitcoin, nasceu em 2008, na sequência da crise económica. O colapso parcial dos bancos e de outros sistemas económicos tradicionais provocou uma grande desconfiança por parte dos libertários e de outros. As criptomoedas eram vistas como uma solução de sonho: uma moeda descentralizada e acessível a todos.
Mas entre a fantasia e a realidade, as coisas não funcionaram bem assim. Já hoje, a ideia de democratização perdeu-se rapidamente para a especulação capitalista sem sentido, tanto mais que só podem existir 21 milhões de Bitcoins no mundo. Além disso, a moeda é extremamente volátil. Pode perder 50% do seu valor em poucos dias e recuperar 80% ou 100% seis meses depois.
Algumas pessoas pagaram caro o desejo de obter rendimentos mais elevados do que os disponíveis na bolsa. Por fim, o sector bancário está tão interessado nas criptomoedas que adquiriu um terceiro que pode controlar os investimentos das pessoas. Uma boa ideia para quem tem medo de se esquecer da palavra-passe de acesso, mas que é totalmente contrária aos princípios em que foi criada.
Hoje, o Bitcoin parece um pouco interessante como investimento, mas como moeda, é pouco utilizado no comércio. É preciso dizer que, a partir de um certo montante, torna-se mais lento pagar com esta criptomoeda do que com dinheiro tradicional.
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Imagem: Bartek Kopała de Pixabay
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