Publicado em 07 de janeiro de 2026Atualizado em 07 de janeiro de 2026
Ultrapassar a fobia da escola
Longe de ser um capricho, uma verdadeira dificuldade
Muitos alunos levantam-se de manhã e dizem que não querem ir para a escola. Para muitos pais, esta choradeira matinal deve ser ignorada e as crianças encorajadas a ir para a aula. No entanto, o que pode parecer capricho ou preguiça pode também esconder outra coisa quando se torna uma ocorrência regular.
Segundo dados do Ministério da Educação francês, 5% dos jovens em França sofrem de fobia escolar. Estas estatísticas devem ser consideradas com alguma prudência, uma vez que o governo ainda não efectuou verdadeiros estudos neste domínio. Os números podem ser muito mais elevados.
De facto, este medo persistente leva por vezes os rapazes e as raparigas a abandonarem a escola, porque não conseguem desenvolver-se dentro das paredes das salas de aula. Tudo o que sentem é um enorme nó no estômago e uma sensação de mal-estar que não desaparece. Factores como o bullying, a depressão e tudo o que tem a ver com a neuroatípia (dislexia, perturbações de défice de atenção e hiperatividade, elevado potencial intelectual, etc.) podem agravar a situação.
Então, como é que se sai desta situação? É evidente que, nestes casos, a ajuda psicológica e social é indispensável. No entanto, muitas pessoas gostariam de ver escolas que acolhessem melhor estes alunos, oferecendo horários mais flexíveis, instalações especialmente concebidas, etc. Em Nantes, foi criada uma escola para ajudar estes alunos diferentes a desenvolverem-se, mas o seu preço é bastante elevado, deixando muitas famílias à margem.
Duração: 7 minutos
Imagem de um aluno com "fobia à escola" produzida por IA (Copilot)
A aprendizagem vai para além da simples transferência de dados do cérebro para o cérebro numa sala dedicada. Há várias maneiras de se desenvolver como uma organização educacional que promove o desejo de aprender.
Na era da sociedade digital, caracterizada nomeadamente pela desterritorialização dos fluxos de informação, a noção de cidade aprendente mostra que o local ainda não disse a sua última palavra e que é necessário pôr em prática estratégias para criar comunidades de aprendizagem ao longo da vida.
As redes sociais esbatem a fronteira entre a vida profissional e a vida pessoal dos professores, transformando a relação pedagógica. Embora esta proximidade digital possa enriquecer os intercâmbios, também acarreta o risco de uma familiaridade excessiva e de minar a autoridade docente. Para responder a este desafio, os professores devem repensar a sua postura e construir uma presença em linha autêntica e controlada.
Duas polaridades orientam a formação: a abordagem comportamental, atualmente demasiado acentuada nas abordagens pedagógicas tradicionais, e a abordagem baseada em valores, que abre a porta a uma maior autodirecção da aprendizagem.