No mundo da simulação, as coisas tornam-se rapidamente complexas assim que nos afastamos das geometrias simples e dos movimentos isolados. As interacções entre milhares de milhões de elementos, como num fluido, tornam-se quase incalculáveis, sobretudo quando as propriedades do meio mudam em função da orientação, da temperatura, da pressão, da distância ou da frequência. Como podemos calcular o que acontece quando um avião ultrapassa a barreira do som ou quando o plasma de um raio atinge um avião feito de materiais compósitos?
Para representar os modelos, utilizamos pequenos tetraedros (4 faces) ou hexaedros (6 faces). Quanto maior for a resolução de que necessitamos, mais pequenos são. Assim, mesmo com supercomputadores, as simulações complexas tornam-se tecnicamente impossíveis de calcular, porque há muitos tetraedros pequenos para fazer a malha (estabelecer o tipo de relações que têm entre si).
Para contornar este problema, o GammaO é uma equipa de projeto conjunta com o ONERA (Office national d'études et de recherches aérospatiales) que desenvolveu um método de cálculo denominado "malha adaptativa anisotrópica". Por anisotrópico entende-se as propriedades físicas que dependem da orientação.
Este método de cálculo permite aumentar a precisão da malha nos locais onde é importante estudar os fenómenos, acrescentando resolução onde é importante e eliminando-a onde é pouco importante. Isto, por sua vez, reduz os custos e o tempo de computação e possibilita a realização de simulações que anteriormente eram impossíveis.
Para ler o artigo completo: A simulação digital de precisão arranca com o GammaO
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