Publicado em 08 de novembro de 2023Atualizado em 08 de novembro de 2023
Controlar o risco
Assumir riscos é essencial para evitar a estagnação
Tem apetência para o risco? À primeira vista, a maioria das pessoas diria que não. Em geral, tentamos evitá-los... e, no entanto, todos nós corremos riscos em diferentes graus.
Quer se trate de gastar dinheiro na lotaria quando as probabilidades de ganhar o jackpot são infinitesimais, de comer num restaurante quando este pode não respeitar certas normas de higiene, ou mesmo de andar de mota apesar das inúmeras possibilidades de acidentes na estrada, continuamos a fazer coisas que podem ter consequências negativas. É tudo uma questão de apetência pelo risco.
Duração: 12 minutos
Robin Ibrard, que trabalha na área da cibersegurança, está bem ciente dos riscos que enfrentamos todos os dias. Como explica nesta conferência, a assunção de riscos é essencial, na medida em que evitá-los em absoluto conduz à imobilidade. De facto, salienta que, embora certos perigos sejam rapidamente percebidos e evitados devido à história ou à probabilidade, há uma infinidade de acontecimentos imprevistos. Ninguém tinha pensado, por exemplo, na ideia de uma pandemia que nos obrigasse a uma forma de confinamento. E, no entanto, isso aconteceu. Acontecimentos deste tipo, tanto em pequena como em grande escala, podem ocorrer em qualquer altura na vida de uma empresa (e de um indivíduo). Então, como é que vivemos com esta "ameaça" a pairar sobre nós?
Para ele, a nível empresarial, é uma questão de afetar uma determinada quantia de dinheiro a estas possibilidades. Um orçamento anual para catástrofes que pode não ser necessário, mas que estará lá se acontecer. Este tipo de pensamento, sem nos impedir de viver a nossa vida quotidiana e de correr riscos, já seria mais promissor do que tentar apagar a mais pequena iniciativa. Por outro lado, se os meios para prevenir um risco estiverem dentro do seu orçamento, é melhor gastar dinheiro para tapar o buraco.
Não há nada como o pensamento de grupo, daí a popularidade das reuniões de brainstorming e de direção. Muitos saem com sentimentos contraditórios, mas poucos se atrevem a questionar o princípio. No entanto, os investigadores demonstraram que a imagem pessoal, a auto-censura e a dinâmica de grupo podem, por vezes, tornar as técnicas de criatividade ineficazes. Felizmente, existem antídotos!
Os sistemas de aprendizagem adaptativa prometem ajustar a dificuldade em tempo real utilizando dados comportamentais. Mas será que conseguem realmente detetar o tédio ou a sobrecarga cognitiva? Este artigo mostra que estes estados profundamente subjectivos e motivacionais estão largamente fora do alcance das métricas. O ajuste "à medida" não pode ser puramente algorítmico: requer uma regulação híbrida que combine dados, interpretação pedagógica e metacognição do aluno.