O glioblastoma é um cancro cerebral altamente agressivo. Geralmente, deixa poucas hipóteses de sobrevivência às pessoas em que se desenvolve. Embora seja possível efetuar operações, a doença tem de ser detectada precocemente. Felizmente, os cientistas fizeram um avanço na investigação que poderá tornar possível combater este tipo de tumor de forma ainda mais eficaz.
Desenvolveram células CAR-T geneticamente modificadas. Estas células já se encontram no nosso sistema imunitário para combater os vírus que circulam no sangue, entre outras coisas. No entanto, tinham menos reflexo para atacar as proteínas que formam o glioblastoma. Assim, os investigadores criaram um novo composto concebido para atacar a Tenascina-C no ambiente tumoral, destruindo estas células.
Os primeiros testes em animais foram um sucesso. A próxima etapa será em casos humanos, idealmente por volta de 2027, segundo os especialistas. A ideia será também desenvolver células CAR-T capazes de identificar diferentes aspectos de cada tumor, porque os tumores têm propriedades únicas. Seria possível, por exemplo, durante uma operação ao cérebro, recolher amostras para criar um tratamento adicional de CAR-Ts injectadas no ambiente do cérebro para que ataquem os potenciais restos do tumor.
Duração: 10min51
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Imagem: Gerd Altmann de Pixabay
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