Publicado em 22 de maio de 2024Atualizado em 22 de maio de 2024
Os possíveis finais do universo
Tentar compreender o objetivo das coisas
Tudo tem um fim. É uma das primeiras coisas que aprendemos na vida. Quer se trate de uma noite divertida ou da vida de um ente querido, tudo chegará a um ponto em que deixará de existir. Assim, teoricamente, também o nosso universo deverá um dia conhecer o seu fim. Os astrofísicos estão a tentar calcular este fim. Estão sobretudo na fase das hipóteses, porque ainda há muitos elementos da física por descobrir.
Para já, dois cenários são prováveis à escala do nosso sistema solar e da nossa galáxia: o nosso Sol acabará por ficar sem combustível dentro de 5 mil milhões de anos e, por volta da mesma altura, a galáxia Andrómeda atingirá a Via Láctea com efeitos desconhecidos. Quanto ao universo, os astrofísicos estão a considerar três hipóteses. Tudo depende da expansão do universo. Este acabará por se despedaçar se acelerar ("Big Rip"), uma vez que ultrapassará todas as forças que o mantêm estável, incluindo a gravitação, o eletromagnetismo, etc. Em suma, os átomos seriam despedaçados. Se continuar a expandir-se à mesma velocidade sem parar, chegará um momento em que deixará de ser "suficientemente rápido", o que levará ao "Big Freeze" das galáxias e dos planetas. Se a força gravitacional se tornar mais forte do que a expansão do Universo, forçá-lo-á a dobrar-se sobre si próprio e a colidir ("Big Crunch"). O ponto de contração mudaria para um estado tão quente que provavelmente recriaria outro Big Bang. Em suma, o cosmos reiniciar-se-ia a si próprio.
No entanto, todas estas teorias ocorrem numa linha temporal que é impossível de conceber em termos humanos. Estamos a falar de triliões de anos. Previsões que podem mudar com o aumento do conhecimento da energia negra e de outros fenómenos ainda pouco conhecidos da astrofísica. Serão as civilizações humanas capazes de encontrar formas de sobreviver a estes cenários? Já deveríamos estar em condições de garantir a nossa sobrevivência nos próximos séculos no nosso bom e velho planeta.
A realidade virtual foi democratizada entre o público em geral e o sector da educação. No entanto, os auscultadores continuam a ser caros e a introdução desta tecnologia num ambiente educativo requer consistência. Que utilizações são capazes de inculcar conhecimentos e competências?
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