Publicado em 10 de setembro de 2024Atualizado em 10 de setembro de 2024
Decidir viver com simplicidade
Uma vida mais simples na arte e na vida quotidiana
Num mundo de superlativos e de "sempre mais", algumas pessoas estão a tentar ir contra a maré. E se optássemos por uma vida mais simples? E se deixássemos de nos sobrecarregar tanto com o material como com o espiritual? Embora isto possa parecer mais fácil de dizer do que de fazer, algumas pessoas estão a encontrar a coragem para dar o salto. Esta reportagem da ARTE analisa 5 artistas para os quais a simplicidade se tornou a força motriz das suas vidas.
Pode começar com uma ação. Por exemplo, um artista plástico japonês que vive atualmente em Halle, na Alemanha, decidiu exprimir-se apenas através de linhas. Direto, preto, fino; não procura colocá-lo sistematicamente numa busca de significado ou de lhe atribuir títulos filosóficos. Alguns músicos de jazz passaram de peças altamente orquestradas para faixas minimalistas, a fim de concentrar mais atenção nas letras. Simultaneamente, adoptaram também uma abordagem simplista da vida, reduzindo consideravelmente o seu consumo de tudo.
Um artista, por seu lado, deixou o ruído das cidades e mudou-se para um ambiente rural remoto, entre rebanhos de ovelhas, para viver de forma mais simples e em maior comunhão com o seu ambiente. Uma pintora, por outro lado, vive toda a sua vida num pequeno carro de bombeiros transformado, onde vive como nómada ao ritmo dos dias e das noites. Talvez o facto de ser artista facilite este tipo de simplicidade. No entanto, este retrato pode fazer com que algumas pessoas queiram repensar as suas prioridades e livrar-se do supérfluo.
Crawford convida cada um de nós a refletir sobre o significado do nosso trabalho. Sem dúvida que nem todos tomaremos decisões tão radicais como a dele. Mas, nestes tempos de crise, pode ser salutar recordar que os trabalhos de reparação proporcionam satisfação e um rendimento decente, enquanto muitas tarefas ditas intelectuais não passam, de facto, de operações mecânicas pagas a peso de ouro.
O que cria ou induz um sentimento de pertença pode assumir muitas formas, mas a essência pode ser resumida nesta simples citação, o segredo da raposa em O Principezinho.
Para além da fantasia do "professor substituído", a IA generativa está a transformar silenciosamente as posturas dos alunos, as estratégias de aprendizagem e as relações com o conhecimento. As mudanças são numerosas: delegação cognitiva, contração do tempo, nova engenharia de prontidão, crise de autoridade epistémica.
Existe uma ligação entre língua, nação, cultura e política? Podemos mudar a nossa língua para aumentar a nossa autoestima? Como é que o impacto do colonialismo afectou a identidade cultural e linguística das nações? A questão da Ucrânia ainda está na boca de toda a gente, pelo que estará também a sofrer uma mudança linguística nas suas horas mais negras?