"Quando confrontadas com stress crónico, algumas pessoas desenvolvem ansiedade e sintomas depressivos, enquanto outras demonstram grande resiliência. Como é que se explica esta diferença? Poderá ser atribuída, pelo menos em parte, a uma proteína que actua como recetor de canabinóides e que está presente na estrutura que controla as trocas entre a corrente sanguínea e o cérebro.
Caroline Ménard, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Laval e investigadora do centro de investigação CERVO, e a sua equipa acabam de publicar um estudo na revista Nature Neurosciences que identifica um fator de resistência ao stress: a proteína do recetor canabinóide tipo 1 (CB1).
Embora os efeitos desta proteína estejam claramente demonstrados, a sua utilização é mais delicada, pois a sua ativação forte e prolongada nos neurónios pode ter repercussões indesejáveis, nomeadamente no estado de alerta, na ansiedade e no apetite. Felizmente, os efeitos protectores da atividade física, que favorece a produção desta proteína de forma equilibrada, estão também demonstrados.
Ilustração: Brahim Mohammed
Para ler o artigo completo: Descoberta de uma proteína chave na resistência ao stress
Para ler o artigo na Nature Neuroscience: Astrocytic cannabinoid recetor 1 promotes resilience by dampening stress-induced blood-brain barrier alterations
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