Dossies da semana

O atrativo do jogo

Qual é o verdadeiro espaço de jogo que resta? Nem na rua, nem nos passeios ou nos parques, nem nos terrenos baldios, nem na casa do vizinho... e há um obstáculo suplementar: os amigos não estão disponíveis. Arrastados pelo virtual, tornou-se difícil coordenarem-se no mundo real. Além disso, os pais mantêm-nos ocupados ou vigiam-nos de perto. O que é que resta?

O recreio da escola!

O recreio é um bem negligenciado na escola, um dos únicos lugares onde se pode brincar com os outros, na vida real, em grupo, no mesmo espaço físico, real. Como as regras têm de ser acordadas, os jogos tornam-se uma cultura partilhada, evoluindo e adaptando-se a cada contexto.

Como é que as escolas podem tirar partido disto? Melhor do que instalar Wi-Fi nos espaços comuns e nos recreios. Melhor do que higienizar o recreio com módulos infantilizantes e desportos supervisionados. Os espaços criativos e indefinidos são a forma mais flexível de brincar. Podemos facilitar a criação de jogos espontâneos, animar e ensinar novos jogos... jogos de recreio, alguém lhos mostrou; a sua diversidade é surpreendente.

As crianças gostam de ir à escola para poderem brincar com os amigos. Existe uma relação entre o sentimento de paz e o facto de ter amigos com quem brincar na vida real. Brincar favorece a socialização e a motricidade. Não estamos a falar de jogos educativos, estamos a falar de brincar por diversão!

Está dentro?

Denys Lamontagne - [email protected]

Ilustração: StockSnap on Pixabay

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